Por: Mayara Leite – redatora Seo On
Santa Catarina – Na manhã desta terça-feira (12), uma operação policial realizada em várias cidades da região do Contestado catarinense resultou na prisão de duas pessoas flagradas com armas de fogo e munições. A ação, coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), investiga suspeitas de fraude em um concurso público da prefeitura de Macieira, no Meio-Oeste de Santa Catarina.
Mandados cumpridos em várias cidades da região
Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas cidades de Macieira, Videira, Treze Tílias e Arroio Trinta. A região, conhecida como Contestado catarinense, está no centro das investigações que buscam esclarecer possíveis irregularidades em todas as fases do concurso público, desde a organização até a homologação dos aprovados.
Suspeitas de irregularidades e vazamento de provas
De acordo com o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), as investigações apontam para uma série de inconsistências, incluindo dúvidas na escolha da banca examinadora e na atuação da comissão organizadora. Há indícios fortes de que questões foram vazadas antes da prova e que os resultados podem ter sido manipulados para favorecer candidatos com vínculos diretos à gestão municipal.
Prisões e apreensões durante a operação
Durante a operação, duas pessoas foram presas em flagrante por porte ilegal de armas e munições. Ainda não há confirmação se os presos estão diretamente envolvidos com os processos investigados. A Polícia Científica auxiliou na parte técnica da ação.
O que significa “Operação Cátedra”?
O nome dado à ação faz referência ao termo “Cátedra”, que vem do latim cathedra, que significa cadeira ou assento. No contexto de concursos públicos, “cátedra” é usado para designar a estrutura responsável pela elaboração e aplicação das provas, reforçando o foco da investigação na lisura do processo seletivo.
O que ainda não foi divulgado
Por enquanto, o Ministério Público mantém em sigilo detalhes sobre os cargos e salários envolvidos no concurso, assim como informações específicas dos candidatos e dos suspeitos. O processo segue sob investigação e tramita de forma reservada para preservar a integridade das apurações.
Fonte: Ministério Público de Santa Catarina





