A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu, nesta terça-feira (12), o inquérito sobre a morte do dentista e servidor público Cezar Maurício Ferreira, de 60 anos, encontrado sem vida na cela da Central de Plantão Policial de São José, na Grande Florianópolis, em 19 de julho.
Segundo a corporação, não houve crime por parte dos agentes públicos envolvidos. O delegado responsável pelo caso, Akira Sato, afirmou que nenhuma ação, omissão ou negligência dos profissionais contribuiu para o óbito. A conclusão foi baseada em depoimentos, documentos e laudos periciais.
Prisão e laudo pericial
Cezar havia sido detido pela Polícia Militar na noite anterior, 18 de julho, por suspeita de embriaguez ao volante após um acidente de trânsito. No entanto, o exame toxicológico constatou que não havia álcool em seu organismo.
O laudo da Polícia Científica apontou como causa da morte a cardiopatia hipertrófica, uma doença cardíaca capaz de provocar arritmias e morte súbita. O documento também revelou a presença de medicamentos, como antidepressivos, relaxantes musculares, antibióticos, além de remédios para diabetes e hipertensão — alguns dos quais podem aumentar o risco de arritmias.
Procedimentos e protocolos
De acordo com a Polícia Civil, o advogado da família teve acesso integral aos autos. O inquérito policial militar, conduzido pela PM, segue analisando os procedimentos adotados durante a abordagem.
Em nota, a defesa dos militares informou que, no momento da prisão, Cezar não relatou nenhum mal-estar ou condição de saúde que indicasse a necessidade de atendimento médico imediato.
Ainda segundo a Polícia Civil, serão adotados novos protocolos de atendimento em unidades prisionais e delegacias após o caso.
Relembre o caso
Imagens de câmeras de segurança mostram o momento do acidente envolvendo o dentista: um carro estacionado aguarda para entrar na via quando o veículo de Cezar colide na traseira. Horas depois, ele foi encontrado sem vida na cela.
Fonte: G1 / Foto: Reprodução





