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Sete de Setembro.
Um dia que deveria ser lembrado pelo som forte de um grito: “Independência ou Morte!”. Um brado que, na história, ecoou às margens do Ipiranga e marcou a separação de um país que buscava ser dono do próprio destino.
Mas nas ruas, durante o domingo, o eco foi outro. Não se ouvem mais tambores de desfiles, nem o vibrar do hino que arrepia o peito. O que se vê são bandeiras diferentes, vozes que se dividem. Uns erguem a foto de um ex-presidente, outros o nome de outro. Há quem vista verde e amarelo, mas também quem levante a flâmula de partidos, movimentos e até de nações estrangeiras.
A data, que deveria ser da pátria, vira palco de disputas que pouco lembram o Brasil de todos. Parece que o aniversário da nossa independência foi sequestrado pelas ideologias que rasgam a bandeira ao meio.
No meio disso, fica o silêncio de quem ainda tenta acreditar que o Sete de Setembro poderia ser mais do que palanque. Que poderia ser um instante de encontro, não de confronto. Que poderíamos, ao menos nesse dia, olhar para o verde da esperança e o amarelo da riqueza, sem esquecer que o azul do céu e o branco da paz também fazem parte da nossa história.
Independência, afinal, não é apenas a data de um livro escolar. É a lembrança de que somos um só povo. Que nenhum líder, partido ou ideologia é maior do que o Brasil.
E talvez, quem sabe, um dia, possamos voltar a ouvir o verdadeiro grito da independência: não o das ruas divididas, mas o da nação inteira, de mãos dadas, acreditando que ainda é possível.





