Por: Mayara Leite – Redatora Seo On
Saúde – Uma nova diretriz médica, apresentada no 80º Congresso Brasileiro de Cardiologia em setembro de 2025, alterou a classificação da pressão arterial, considerando que valores de 12 por 8 (120/80 mmHg) devem ser enquadrados como pré-hipertensão. Antes considerados “normais limítrofes”, esses números agora exigem maior atenção, reforçando a prevenção para evitar o desenvolvimento da hipertensão.
O que mudou na classificação
A atualização define que a faixa de pré–hipertensão abrange pressões entre 120 e 139 mmHg para a pressão sistólica e/ou 80 a 89 mmHg para a pressão diastólica. Valores iguais ou superiores a 140/90 mmHg permanecem classificados como hipertensão. Além disso, a nova diretriz estabelece que a meta de tratamento deve ser manter a pressão arterial abaixo de 130/80 mmHg para todos os pacientes, independentemente da idade, sexo ou presença de outras doenças.
Por que a mudança é importante
O objetivo dessa reclassificação é estimular a prevenção e o tratamento precoce da hipertensão, alinhando o Brasil às recomendações internacionais. A redução dos limites de pressão visa diminuir o risco de complicações graves, como infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e insuficiência renal, reforçando a importância de monitoramento contínuo da saúde cardiovascular.
O que fazer se sua pressão estiver em 12 por 8
Pessoas que apresentem pressão arterial nessa faixa devem adotar mudanças no estilo de vida para prevenir o aumento da pressão. Entre as recomendações estão:
- Reduzir o consumo de sal;
- Praticar atividade física regularmente;
- Controlar o peso corporal;
- Evitar o consumo excessivo de álcool e tabaco.
Em casos específicos, médicos podem indicar o uso de medicamentos, dependendo do risco individual. É fundamental realizar acompanhamento médico periódico para monitorar a pressão e avaliar a necessidade de intervenções adicionais.
A reclassificação de 12 por 8 como pré-hipertensão representa uma mudança significativa na prevenção cardiovascular, incentivando hábitos saudáveis e detecção precoce para reduzir os riscos à saúde.
Fonte: Portal UOL





