Um caminhoneiro de 42 anos, vindo de Rondônia para realizar entregas, passou por uma noite de terror em Itajaí, Litoral Norte de Santa Catarina. Ele foi vítima de sequestro e extorsão, situação que terminou em um dramático pedido de socorro dentro de uma agência bancária na tarde de quarta-feira (19).
Conforme relato à Polícia Militar, tudo começou quando o caminhoneiro parou para descansar em um posto de gasolina, por volta das 23h de terça (18). Quatro homens se aproximaram, sendo que um deles estava armado. O grupo obrigou a vítima a entrar em um veículo branco e a levou até uma casa de madeira, onde passou a madrugada sob ameaças constantes.
Pressão financeira e tentativa de resgate
O objetivo dos criminosos era claro: dinheiro. Inicialmente, exigiram R$ 50 mil, valor depois reduzido para R$ 18 mil. Ao longo da manhã seguinte, o caminhoneiro foi escoltado até uma agência bancária, já sem seu celular, tomado pelo grupo para impedir qualquer comunicação.
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Na agência, demonstrando presença de espírito mesmo sob pressão, o caminhoneiro aguardou o momento certo. Quando viu uma oportunidade, conseguiu alertar o segurança do banco sobre seu sequestro. O suspeito que o acompanhava fugiu imediatamente, enquanto o refém permaneceu no local em busca de proteção.
Ação policial e prisão
Após o chamado, a Polícia Militar analisou imagens de monitoramento e conseguiu localizar um dos suspeitos nas proximidades da casa onde o caminhoneiro ficou detido. Este homem foi preso e encaminhado à Central de Plantão Policial. A Polícia Civil segue investigando a participação dos outros três envolvidos.
Investigação e desdobramentos do caso
O caso trouxe à tona preocupações sobre a segurança de profissionais do transporte rodoviário, que frequentemente enfrentam riscos em locais públicos durante suas rotas. As autoridades recomendam que, em situações de ameaça, vítimas tentem buscar ajuda discretamente e priorizem sua segurança.
As investigações continuam para identificar todos os responsáveis. O caminhoneiro não sofreu ferimentos físicos graves, mas relatou à polícia o trauma psicológico decorrente do episódio.
Fonte: NDmais





