Um crime grave de feminicídio ocorrido em Garuva, no Norte de Santa Catarina, em 2018, teve seu desfecho judicial com a condenação do ex-companheiro da vítima a 14 anos de prisão. Apesar da sentença, o homem permanece foragido desde a época do crime, o que reforça o desafio da segurança pública na efetivação da justiça para casos de violência doméstica.
Assassinato por motivos de gênero e contexto doméstico
O ataque mortal aconteceu no dia 21 de abril de 2018, no bairro Rio da Onça. Por volta das 19h, a vítima foi surpreendida e golpeada com uma faca pelo ex-companheiro, recebendo três facadas, uma delas fatal no pescoço. O episódio reforça a gravidade da violência contra a mulher, especialmente nos cenários de relacionamentos abusivos e desfechos trágicos.
Processo e condenação
Ainda no ano do crime, o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) apresentou denúncia contra o acusado, qualificando o homicídio pelo contexto de violência doméstica e condição de sexo feminino da vítima, configurando feminicídio. Durante o julgamento, o réu não compareceu à sessão do júri, permanecendo foragido.
O Tribunal de Justiça estabeleceu a pena de 14 anos de reclusão, em regime inicial fechado, e determinou a execução imediata da pena. Além disso, a justiça expediu novo mandado de prisão para garantir que o condenado seja capturado e cumpra a sentença.
O impacto da condenação para a comunidade
Para a promotora de Justiça Vanessa Cristine da Silva de Oliveira, a decisão judicial representa “o compromisso da sociedade local com a proteção da vida e com o combate à violência contra a mulher.” A condenação é um sinal claro da importância da aplicação rigorosa das leis de proteção e o enfrentamento ao feminicídio no Brasil.
O que esse caso revela sobre o combate à violência contra a mulher
A condenação de um agressor, ainda que foragido, reforça uma mensagem essencial: a impunidade não deve prevalecer contra crimes de gênero. Contudo, a situação também destaca dificuldades existentes, como a busca por fugitivos e a necessidade contínua de políticas públicas eficazes para prevenção e proteção das vítimas.
Na prática, isso significa ampliar os mecanismos de denúncia, fortalecer as redes de apoio às mulheres e garantir a efetividade das medidas protetivas em todo território nacional.
E você, leitor, sabe a quem recorrer em casos de violência doméstica?
É essencial estar informado sobre seus direitos e os canais disponíveis, como a Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, e a Delegacia da Mulher. Conhecer essas ferramentas pode salvar vidas.





