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Pegada no supino que terminou em morte após impacto da barra no tórax

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O acidente fatal que resultou na morte de Ronald José Salvador Montenegro, de 55 anos, durante um exercício de supino em uma academia de Olinda, acendeu um alerta para os riscos envolvidos em exercícios com pesos livres, especialmente quando feitos sem o devido cuidado e acompanhamento profissional. Entender o que aconteceu, as causas do acidente e as implicações sobre a prática segura da musculação é fundamental para evitar tragédias semelhantes.

Como ocorreu o acidente com a barra de supino?

Na terça-feira, 1º de dezembro de 2025, Ronald realizava o exercício de supino reto com barra livre na RW Academia, em Olinda. As câmeras de segurança registraram o momento em que a barra escapou das mãos dele e caiu sobre seu tórax. Imediatamente após o impacto, ele tentou se levantar, mas caiu ao chão e não resistiu. Segundo especialistas e a análise das imagens, a queda da barra pode estar relacionada a uma pegada inadequada, conhecida como “pegada suicida” ou “false grip”, onde o polegar não envolve a barra e o equipamento fica apoiado apenas nas palmas das mãos, aumentando o risco de escorregar.

Por que a pegada “suicida” é perigosa?

O presidente do Conselho Regional de Educação Física da 12ª Região (Pernambuco), Lúcio Beltrão, esclarece que essa pegada amplifica os riscos durante exercícios com pesos livres, como supino e agachamento, que são naturalmente mais perigosos por não possuírem sistemas de travamento rígido. A falta do envolvimento do polegar na barra oferece menos segurança e estabilidade, o que pode causar a perda do controle do equipamento durante o exercício.

Impacto no tórax e causa da morte

O cirurgião torácico Rafael Tavares explicou que o impacto da barra ocorreu justamente na Zona de Ziedler, área do tórax sensível a traumas cardíacos e vasculares graves. Esse tipo de lesão pode levar à parada cardíaca rápida, justificando a morte em poucos minutos mesmo com o socorro imediato. Segundo parentes, Ronald deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Rio Doce logo após o acidente, mas não resistiu.

A importância do acompanhamento profissional

Movimentos com peso livre exigem atenção redobrada e orientação técnica profissional para garantir a segurança dos praticantes. O acidente revela a necessidade de instrutores qualificados acompanharem exercícios de alto risco, especialmente com equipamentos livres, para evitar falhas na execução que podem resultar em acidentes graves.

A investigação e a posição da academia

O caso está registrado como morte acidental na Delegacia de Rio Doce, ainda sem laudo conclusivo sobre a causa oficial da morte. A RW Academia expressou pesar pelo ocorrido, afirmou ter prestado atendimento imediato e ressaltou que seus profissionais são capacitados e treinados em primeiros socorros, presentes em todos os horários de funcionamento.

Quem foi Ronald Montenegro?

Ronald era presidente do Centro Cultural Palácio dos Bonecos Gigantes de Olinda, apaixonado por carnaval e cultura popular, além de ter uma longa trajetória de mais de 30 anos na prática de musculação. Pai dedicado de Milena (25 anos) e Ronald Junior (18 anos), trabalhava no setor de logística e residia próximo à academia onde o acidente aconteceu. Nunca havia sofrido qualquer acidente durante seus treinos ao longo dessas décadas.

Fonte: G1

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