Um crime brutal marcou o feriado de Natal em Santa Catarina nesta quarta-feira (25). Por volta das 5h50, um homem de 40 anos foi assassinado a golpes de facão no bairro Pachecos, em Palhoça, na Grande Florianópolis. O suspeito, ex-companheiro da mulher da vítima, fugiu após o ataque e segue foragido.
A tragédia aconteceu em uma manhã que deveria ser de celebração familiar. De acordo com a Polícia Militar (PM), a vítima e sua companheira haviam chegado de um evento e se preparavam para ir a uma cachoeira quando o agressor surgiu. Você pode imaginar o susto: um confronto repentino em plena luz do dia, transformando um plano simples em pesadelo.
O que aconteceu no bairro Pachecos
Tudo começou quando o suspeito, de 35 anos e natural do Paraná, apareceu procurando pela vítima. Assim que o encontrou, desferiu golpes de facão sem piedade. Uma testemunha tentou intervir, o que permitiu que o homem corresse por cerca de 100 metros. Mas o perseguidor não parou: a vítima caiu e morreu no local.
A PM chegou rapidamente após chamado e isolou a área. Houve até um princípio de tumulto entre moradores e pessoas próximas, que a polícia conteve. A companheira da vítima confirmou à autoridade que o agressor era seu ex-parceiro e que existia uma medida protetiva contra ele em vigor – um detalhe que levanta questões sobre a eficácia dessas ordens judiciais na prática.
O suspeito tem diversas passagens pela polícia, segundo registros da PM, e fugiu levando a arma do crime. Até o momento da última atualização, ele não havia sido localizado.
Medida protetiva: o que isso significa na prática?
Medidas protetivas, previstas na Lei Maria da Penha, são ordens judiciais para proteger vítimas de violência doméstica, como proibir o agressor de se aproximar. No Brasil, elas são comuns em casos de ex-parceiros ciumentos ou violentos. Mas e se o suspeito ignora a ordem? Na prática, isso significa risco iminente, como visto aqui.
Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que, em 2023, mais de 1,4 mil feminicídios foram registrados no país, muitos envolvendo ex-companheiros. Fontes como o site oficial do Ministério da Justiça (justica.gov.br) reforçam: essas medidas dependem de fiscalização rápida pela polícia. Este caso em Palhoça expõe uma falha no sistema – será que mais monitoramento poderia ter evitado a morte?
Investigação avança com Polícia Civil
A Polícia Civil e a Polícia Científica foram acionadas para perícia no local. Elas vão analisar a cena, colher depoimentos e rastrear o foragido. Palhoça, com seus bairros residenciais como Pachecos, costuma ser tranquila, mas crimes passionais como esse chocam a comunidade.
Autoridades pedem que quem tiver informações sobre o suspeito ligue para o 190 (PM) ou 181 (Disque Denúncia). A investigação deve esclarecer motivos exatos, mas o ciúme parece o pano de fundo, comum em homicídios por ex-parceiros.





