Resumo
A fraude explora a expectativa pela liberação de processos regulatórios e a venda de remédios. Diferente de transações oficiais via GRU ou sistemas internos, golpistas solicitam depósitos diretos. A medida protege o fluxo administrativo e alerta sobre sites que simulam portais governamentais para vendas irregulares.
Como funcionam as abordagens criminosas
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta para empresas e cidadãos sobre diversas tentativas de golpes em nome da Anvisa. De acordo com a Agência Gov, os criminosos entram em contato por telefone, WhatsApp ou e-mail, utilizando nomes de servidores ou diretores da autarquia para exigir pagamentos imediatos.
A maior parte das abordagens foca em empresas que possuem processos em análise. Os golpistas monitoram o andamento público no site oficial e, sabendo o prazo médio de aprovação, solicitam dinheiro para ‘liberar’ o documento. Quando o processo é deferido naturalmente dias depois, a vítima acredita que o pagamento influenciou no resultado. A agência esclarece que esses valores são direcionados a criminosos e não possuem qualquer impacto no prazo de análise.
Venda de medicamentos falsos e sites fraudulentos
Recentemente, o foco das atividades ilícitas se expandiu para o cidadão comum. Foram identificados sites que simulam o portal da Anvisa e outras páginas governamentais para vender medicamentos para emagrecer. A agência orienta que o usuário verifique sempre o domínio de envio dos e-mails e a URL dos sites, reforçando que o endereço oficial é https://www.gov.br/anvisa/pt-br.
Orientações de segurança e canais de denúncia
A Anvisa reforça que nunca solicita depósitos bancários ou transferências Pix diretamente para contas de pessoas físicas ou jurídicas por canais informais. Todas as taxas oficiais são pagas via Guia de Recolhimento da União (GRU) ou pelos sistemas específicos Solicita e Porto Sem Papel. Em caso de débitos, o interessado é notificado administrativamente por documento timbrado via correio ou pelo Diário Oficial da União (DOU).
- Não clique em links enviados por e-mail ou mensagens suspeitas.
- Nunca faça pagamentos solicitados por telefone ou WhatsApp em nome de diretores.
- Denuncie publicações fraudulentas nas próprias redes sociais e informe à agência.
- Dúvidas devem ser sanadas pelo telefone 0800 642-9782 ou pelo formulário eletrônico oficial.




