Por: Mayara Leite – redatora Seo On
Entretenimento – Em meio ao ritmo acelerado e hiperconectado do mundo atual, soluções para lidar com insônia, ansiedade e estresse têm ganhado novas formas e, para surpresa de muitos, as chupetas estão entre elas. O acessório, tradicionalmente associado a bebês, tem conquistado jovens e adultos em países como China e Estados Unidos como ferramenta de conforto emocional.
Da infância para a vida adulta
Associadas à calma e ao aconchego da primeira infância, as chupetas despertam estranhamento quando usadas por adultos. No entanto, em um cenário de instabilidade econômica, tensões políticas e preocupações ambientais, a geração Z e outros grupos têm buscado no objeto uma forma simbólica de fuga das pressões diárias.
Tendências similares, como bonecos reborn, bichinhos de pelúcia Labubu e livros de colorir Bobbie Goods, também se popularizaram pelo mesmo motivo: oferecer uma experiência nostálgica e tranquilizadora.
Razões psicológicas
De acordo com o psicólogo Alexander Bez, o fenômeno pode ser explicado pelo conceito de regressão, quando a pessoa retorna a uma fase anterior do desenvolvimento em busca de segurança.
“Psicologicamente, trata-se de um comportamento infantil que simboliza a fuga da realidade e da fase adulta, revelando o desejo de evitar obrigações e responsabilidades, que, no entanto, não deixam de existir”, afirma o especialista.
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Popularidade nas redes sociais
Vídeos no TikTok e Instagram mostram pessoas usando chupetas no trânsito, no trabalho e até em crises de burnout. Alguns usuários chegam a customizar o acessório com pedrarias, miçangas e adesivos, transformando-o em um item de moda.
Para o psicólogo, porém, trata-se de um modismo passageiro e sem eficácia terapêutica:
“O estresse sempre parte do meio externo para o interno e encontra na ansiedade um grande aliado. Usar chupeta não resolve a origem do problema”, ressalta.
Nostalgia e limites
Assim como as chupetas, itens como pelúcias e miniaturas vêm sendo incorporados à rotina adulta como forma de resgatar lembranças de infância. Entretanto, Bez alerta que tais práticas não substituem métodos comprovados de promoção do equilíbrio emocional, como atividade física, técnicas de respiração, terapia e lazer saudável.
Fonte: Portal Metropóles





