sexta-feira, março 6, 2026
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Inadimplência bate recorde em Santa Catarina e supera média nacional em agosto

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Por: Mayara Leite – Redatora Seo On

Santa Catarina – Santa Catarina registrou em agosto de 2025 o maior índice de inadimplência da série histórica da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), iniciada em 2010. O levantamento, realizado pela Fecomércio SC em parceria com a Confederação Nacional do Comércio (CNC), aponta que 31,5% das famílias do estado possuem contas em atraso, superando pela primeira vez desde março de 2020 a média nacional de 30,4%.

Segundo o presidente da Fecomércio SC, Hélio Dagnoni, o aumento da inadimplência está diretamente relacionado à combinação de juros altos, com a Selic em 15% — o maior patamar em quase 20 anos — e inflação acima da meta estabelecida pelo Banco Central.

Impacto sobre famílias de baixa renda

A pesquisa mostra que famílias que recebem menos de dez salários mínimos são as mais afetadas, com inadimplência atingindo 38,8%. Outro indicador preocupante é a parcela de famílias que afirmam não ter condições de honrar dívidas futuras, que chegou a 9,1%, acima da média histórica de 8,6%.

A economista da Fecomércio SC, Edilene Cavalcanti, destaca que o endividamento, que mede a disposição das famílias em fazer compras parceladas ou financiamentos, apresentou leve queda, passando de 71,8% em julho para 71,5% em agosto. A média nacional, entretanto, é maior, chegando a 78,8%.

Tipos de dívida mais comuns

Entre os tipos de dívida, o cartão de crédito é o mais frequente entre os catarinenses, com 82,8%, representando alta de cinco pontos percentuais em relação ao mês anterior. O alto índice de inadimplência reflete o cenário econômico desafiador e reforça a necessidade de planejamento financeiro e cautela nas despesas, especialmente para famílias de baixa renda.

A combinação de juros elevados, inflação persistente e endividamento acumulado contribui para a situação crítica no estado, que agora observa um recorde preocupante em sua história econômica recente.

Fonte: Banco Central

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