Por: Mayara Leite – Redatora Seo On
Política – A decisão dos Estados Unidos de aplicar sanções contra Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ganhou destaque na imprensa internacional nesta segunda-feira (22). A medida foi anunciada pela administração de Donald Trump como resposta a supostas violações de direitos humanos atribuídas ao magistrado, que conduziu o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Com a aplicação da Lei Magnitsky, Viviane teve seus bens congelados em território norte-americano e está proibida de realizar transações financeiras ou comerciais com cidadãos e empresas dos EUA. Segundo Washington, uma empresa ligada à família teria se beneficiado de decisões do ministro, acusado de perseguição política contra Bolsonaro.
Crise diplomática em curso
A sanção é vista como mais um capítulo da crise diplomática entre Brasília e Washington, que se intensificou após a condenação de Bolsonaro a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, em julgamento conduzido por Moraes no STF.
Para o governo Trump, o caso representa um “abuso de autoridade” por parte do ministro. O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que as sanções buscam “responsabilizar Moraes por censura e perseguição política”, enquanto o secretário do Tesouro, Scott Bessent, declarou que o governo continuará “mirando quem oferece apoio material às violações atribuídas ao juiz”.
Repercussão internacional
A imprensa europeia e norte-americana destacou o caráter inédito da punição. O francês Le Monde classificou a medida como parte de uma “pressão crescente contra autoridades judiciais brasileiras”, ressaltando os riscos diplomáticos. Já o jornal suíço 20 Minutes descreveu a ação como uma “vingança de Trump contra a esposa do juiz”, afirmando que Viviane “perde toda oportunidade de negócios nos EUA”.
No Canadá, o portal TVA Nouvelles apontou que as sanções representam uma “escalada diplomática sem precedentes entre duas democracias consolidadas”.
Reações no Brasil
No cenário interno, autoridades brasileiras ainda adotam cautela, mas juristas e parlamentares já criticaram a medida, classificando-a como ingerência externa e tentativa de intimidação do Judiciário. Analistas também alertam para o risco de a Lei Magnitsky ser usada como ferramenta de pressão ideológica, o que pode comprometer a cooperação entre Brasil e Estados Unidos em áreas estratégicas como segurança, comércio e direitos humanos.
Fonte: Portal G1





