sexta-feira, março 6, 2026
spot_imgspot_imgspot_img
InícioAgroSoja em Chicago recua com realização de lucros e soja brasileira mais...

Soja em Chicago recua com realização de lucros e soja brasileira mais competitiva

PalmePalmePalmePalme
PalmePalmePalme

Nesta terça-feira (4), os preços futuros da soja na Bolsa de Chicago intensificaram as perdas, com quedas entre 14,75 e 17,25 pontos por volta das 11h30 (horário de Brasília). Mesmo assim, os contratos mais negociados, como os de janeiro e maio, permanecem acima dos US$ 11,00 por bushel, sendo cotados a US$ 11,17 e US$ 11,34, respectivamente.

Por que os preços da soja caem mesmo com expectativas positivas?

Nos últimos dias, o mercado havia registrado uma forte valorização da soja, motivada pelas perspectivas de um acordo comercial entre Estados Unidos e China para compras da oleaginosa americana. Entretanto, sem um acordo formalizado, oficializado e colocado em prática, os investidores começaram a realizar lucros, o que impulsionou a queda dos preços.

O diretor da Royal Rural, Ronaldo Fernandes, explica: “O tão esperado acordo entre Donald Trump e Xi Jinping não saiu do papel. Não houve assinatura oficial, nem cerimônia, nem comunicado da China. Tudo o que existe são postagens e declarações dos Estados Unidos. Na prática, nada obriga Pequim a comprar soja americana.”

O impacto do acordo não oficializado e a vantagem do Brasil

Entre 27 de outubro e 3 de novembro, o contrato novembro na Bolsa de Chicago subiu 7,41%, saltando de US$ 10,41 para US$ 11,19 por bushel, refletindo a expectativa do mercado. Contudo, esse aumento fez a soja americana ficar “cara demais”, reduzindo sua competitividade, especialmente para a China, que é a maior compradora mundial.

Com isso, o mercado percebe que a soja brasileira volta a ser mais atraente para os compradores asiáticos, pois os preços aqui permanecem mais baixos. “Quando isso acontece, quem volta a ser o destino natural das compras é o Brasil”, afirma Fernandes.

O que esperar do mercado de soja nas próximas semanas?

O mercado está atento ao relatório de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), previsto para 14 de novembro. A expectativa é de um relatório altista, mas, segundo especialistas, mesmo que confirme a firmeza dos preços, o patamar próximo a US$ 11 por bushel dificulta as compras chinesas da soja americana.

Além disso, o clima na América do Sul deve ganhar foco. No Brasil e na Argentina, o plantio da safra 2025/26 avança de forma positiva, embora algumas regiões produtoras ainda precisem de melhores condições climáticas para garantir uma boa colheita. Esse fator poderá influenciar a oferta global e os preços futuros.

O produtor e o mercado brasileiro

Diante desse cenário complexo, vale refletir: como os produtores brasileiros podem se beneficiar da atual dinâmica do mercado global? Será que a competitividade da soja brasileira pode se manter em alta mesmo com as incertezas comerciais entre as grandes potências? A resposta passará pela gestão dos riscos climáticos e pela atenção às tendências das geopoliticas globais, que impactam diretamente na demanda.

Fonte: Notícia Agricola

Siga-nos no

Google News
RELATED ARTICLES

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Most Popular

Recent Comments