Nesta terça-feira, 4 de novembro de 2025, a Delegacia de Defraudações da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC) de Santa Catarina realizou a Operação Pirâmide sobre Rodas. Foram cumpridos 28 mandados de busca e apreensão em nove municípios do estado: Balneário Camboriú, Campos Novos, Florianópolis, Governador Celso Ramos, Itapema, Joinville, Palhoça, Porto Belo e São José.
Investigação aponta esquema de pirâmide financeira em cotas imobiliárias
A operação foi motivada por uma apuração sobre um esquema de pirâmide financeira que envolvia a suposta comercialização de cotas imobiliárias. Segundo as investigações, milhares de pessoas foram lesadas, com prejuízos que já somam valores milionários. A fraude consistia em atrair investidores para um modelo de negócio que prometia ganhos altos e rápidos, característico de pirâmides financeiras, algo ilegal e insustentável.
Buscas focadas em provas e bens dos investigados
Durante as diligências, as autoridades apreenderam diversos itens associados ao esquema criminoso, incluindo veículos, aparelhos eletrônicos, dinheiro em espécie e artigos de luxo. Esses bens são essenciais para a comprovação dos crimes e para o ressarcimento das vítimas, caso seja determinado judicialmente. A operação reforça o compromisso da Polícia Civil em desarticular fraudes que afetam a economia popular e trazem grandes prejuízos à população.
A quem recorrer e como se proteger de pirâmides financeiras?
Pirâmides financeiras costumam prometer retornos fáceis e rápidos, um sinal de alerta para qualquer investidor. Ao identificar um investimento suspeito, a recomendação é buscar informações oficiais e desconfiar de promessas de lucros garantidos. O Banco Central do Brasil e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) são órgãos que oferecem orientações e denúncias sobre fraudes financeiras.
Leia também: Caminhoneiro reage a ação de grupo armado durante saque de carga e confronto termina em tiroteio
Se você acredita ter sido vítima desse esquema ou de outro golpe financeiro, procure imediatamente a Polícia Civil e órgãos de defesa do consumidor para registrar a ocorrência e buscar orientação.
Consequências legais para os envolvidos
Os responsáveis pela pirâmide podem responder criminalmente por estelionato e crimes contra a economia popular, com penas que podem incluir multas e até prisão. As investigações continuam para quantificar o prejuízo e identificar todos os envolvidos neste esquema.





