Um homem de 68 anos foi novamente preso nesta sexta-feira (7), em Gaspar, após ser identificado pela Polícia Militar de Santa Catarina como autor de diversos golpes na região do Vale do Itajaí. Conhecido no meio policial como “vovô do crime”, ele acumula uma ficha criminal que impressiona: desde a década de 1980, são pelo menos 67 boletins de ocorrência registrados por estelionato, diversas condenações ao longo dos anos e uma longa reputação de enganar pessoas se passando por corretor de imóveis.
Segundo a PM, a nova prisão ocorreu no bairro Coloninha, em Gaspar, e coloca fim, ao menos temporariamente, à liberdade do golpista. Ele teria recebido quantias em dinheiro vivo de vítimas, sob falsas promessas de intermediar negócios de compra e venda de imóveis nas cidades de Blumenau e região. O suspeito chegava ainda a ofertar “serviços” relacionados a empréstimos e benefícios previdenciários, cobrando adiantado e abandonando as vítimas sem entregar o prometido.
Muitos dos que caíram nos golpes só perceberam a fraude após insistentes tentativas de contato sem retorno e ao perceberem a falta de documentação. O caso ganhou ainda mais preocupação por relatos recentes de assédio sexual atribuídos ao mesmo homem, que seguirão sendo investigados pela Polícia Civil.
Após ser detido, o “vovô do crime” foi encaminhado para o Presídio Regional de Blumenau, onde aguardará os próximos desdobramentos judiciais. Mesmo tendo sido condenado em outras ocasiões, ele estava atualmente em liberdade quando voltou a ser preso.
Dúvidas que ficam:
- Como um mesmo golpista conseguiu atuar por tantas décadas, mesmo com dezenas de registros e passagens pela polícia?
- O que pessoas podem fazer para se proteger de golpes envolvendo supostos corretores de imóveis?
- Quais são os sinais de alerta em casos de propostas facilitadas e pagamentos antecipados?
Casos como esse acendem um sinal vermelho para a necessidade de cautela ao negociar propriedades ou buscar serviços financeiros por intermédio de terceiros. Antes de confiar dinheiro ou dados, sempre verifique registros profissionais, consulte órgãos reguladores e desconfie de promessas fáceis demais.
Fonte: NSC Total





