sexta-feira, março 6, 2026
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Nova investigação revela esquema de fraude milionária com macadame em Blumenau, diz Gaeco

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A operação Carga Oca, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), revelou, nesta quarta-feira (26), um esquema de fraudes envolvendo contratos públicos da prefeitura de Blumenau para fornecimento de macadame, material asfáltico usado em obras urbanas. O promotor Marcionei Mendes detalhou que o esquema funcionou entre 2022 e 2024 e envolvia duas empresas contratadas, que em conluio com servidores públicos, simulavam entregas do material, fraudar pagamentos e até entregavam carne como forma de propina a funcionários envolvidos.

Como funcionava o esquema

Segundo o Gaeco, as empresas vencedoras de licitações para fornecer macadame apresentavam notas fiscais e registros de entregas simuladas. Um exemplo alarmante da fraude foi o registro de um caminhão que teria feito entregas em 59 endereços diferentes em um só dia, quando na realidade o veículo sequer esteve na cidade – uma prova clara da falsificação na prestação do serviço.

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O contrato, que somava cerca de R$ 7 milhões pagos pela prefeitura, teve pouco mais de R$ 3 milhões realmente entregues ou justificados, apontando para um prejuízo público milionário. Entre os 12 investigados, há cinco servidores municipais, incluindo o ex-secretário de Conservação e Manutenção Urbana, Ricardo da Silva, conhecido como Ricardinho.

Além da entrega fantasma do material, o Gaeco apurou práticas de pagamento em bens, com a entrega de carne a servidores públicos, configurando corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Medidas judiciais foram executadas, com 17 mandados cumpridos para apreensão de documentos, celulares e provas das irregularidades. Dois servidores investigados foram afastados provisoriamente por 180 dias.

Desdobramentos e ações da prefeitura

A prefeitura de Blumenau, por meio da Procuradoria-Geral do Município, havia iniciado sindicâncias internas ainda no primeiro semestre de 2024, quando surgiram os primeiros indícios do esquema. O ex-prefeito Mário Hildebrandt afirmou que, diante das evidências, foi contratada uma auditoria externa em apoio à Controladoria Geral do Município para aprofundar as apurações.

O relatório produzido pela auditoria foi entregue ao Ministério Público e serviu como base para a investigação do Gaeco. Contratos administrativos com as empresas investigadas já estavam suspensos antes da operação e a gestão atual reforça seu compromisso com a transparência, afirmando colaborar integralmente com as autoridades. Relatórios internos foram disponibilizados à Polícia Civil para auxiliar no avanço das apurações.

Fonte: NSC Total

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