Uma forte chuva na manhã desta terça-feira (02/12/2025) provocou uma enxurrada que transformou a rua Padre Antônio Eising, no bairro Azambuja, em Brusque, Santa Catarina, numa verdadeira corredeira de lama. O fenômeno, conhecido como cabeça d’água, misturou água e barro de um loteamento em construção, gerando transtornos e riscos para os moradores locais.
O que aconteceu na rua Padre Antônio Eising
Imagens feitas por moradores capturaram o momento em que a enxurrada descia rapidamente pela via, carregando lama e detritos em grande volume. A rua se tornou impraticável, com o fluxo de água e barro criando uma cena de corredeira que surpreendeu a comunidade. Esse tipo de evento destaca como chuvas intensas podem alterar rapidamente o cenário urbano em áreas inclinadas.
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Deslizamentos no bairro Cedro Alto
Além da enxurrada principal, dois deslizamentos foram registrados no bairro Cedro Alto, também em Brusque, no Vale do Itajaí. Equipes da Secretaria de Obras atuaram imediatamente na limpeza das vias afetadas por esses pontos de instabilidade no solo. Alagamentos pontuais ocorreram porque a tubulação local não suportou o volume excessivo de água da chuva.
Resposta das autoridades e autuação ambiental
A Fundação Municipal do Meio Ambiente de Brusque autuou a empresa responsável pelo loteamento em construção, identificada como origem do barro solto que alimentou a enxurrada. A companhia terá que realizar a limpeza completa e reparar todos os danos causados. Ivan Bruns Filho, coordenador da Secretaria de Obras, confirmou: “Tivemos dois deslizamentos aqui no bairro Cedro Alto. Uma equipe foi até o local para a limpeza da via. Há alguns pontos de alagamento por conta de uma chuva de grande intensidade”.
O que é cabeça d’água e como se prevenir
A cabeça d’água surge em chuvas fortes e rápidas, quando a água escoa velozmente por encostas ou solos expostos, arrastando lama e entulhos. Esse fenômeno é comum em regiões como o Vale do Itajaí e pode ser agravado por obras sem controle ambiental adequado. Moradores devem evitar áreas de risco, monitorar alertas da Defesa Civil e denunciar irregularidades em construções próximas.
Os episódios em Brusque reforçam a urgência de planejamento urbano com drenagem eficiente e fiscalização rigorosa para minimizar desastres em temporais.
Fonte: NDmais





