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Land Rover é arrastada por enxurrada e mata casal e bebê em Palhoça

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Vídeos que circulam nas redes sociais mostram uma Land Rover vermelha tentando atravessar um trecho alagado em Palhoça, na Grande Florianópolis, na manhã desta terça-feira (9). Segundos após entrar na via inundada, o carro começa a flutuar e é rapidamente arrastado pela força da água, desaparecendo da vista de quem filma.

O caso ocorreu perto de um rio no bairro São Sebastião, em uma área conhecida como Morro do Gato, uma das regiões mais atingidas pelas chuvas naquele dia. Moradores relatam alagamentos sucessivos na área, o que torna o trecho especialmente vulnerável em situações de temporal intenso.

Vítimas: casal e bebê não resistem

De acordo com a Polícia Militar, um bebê de cerca de um ano que estava no veículo teve a morte confirmada ainda na manhã desta terça-feira. Pouco depois, a PM confirmou também a morte do casal que estava no carro, após buscas realizadas pelo Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBM-SC).

O veículo foi localizado em área alagada próxima a uma estrutura viária, virado com as rodas para cima em meio à lama e à água acumulada. Em parte dos relatos, o bebê chegou a ser encontrado fora do carro, o que mostra a violência da correnteza e a gravidade do cenário em que as equipes de resgate atuaram.

Como o mau tempo ajudou a causar a tragédia

A enxurrada que arrastou o carro está ligada à passagem de um ciclone extratropical que provocou chuvas intensas, ventos fortes e tempestades em várias regiões de Santa Catarina. O município de Palhoça esteve entre os mais afetados, com acumulados expressivos de chuva em poucas horas e diversos pontos de inundação.

Diante do alerta meteorológico, o governo estadual e prefeituras catarinenses cancelaram aulas na rede estadual e em parte dos municípios, numa tentativa de reduzir a circulação de pessoas durante o pico da instabilidade. Mesmo assim, muitas famílias ainda precisaram se deslocar para trabalhar, acessar serviços ou buscar abrigo em áreas mais seguras, ampliando a exposição ao risco.

Por que atravessar áreas alagadas é tão perigoso

Especialistas em defesa civil reforçam que mesmo veículos grandes ou com tração nas quatro rodas podem ser arrastados quando a força da correnteza ultrapassa o peso do automóvel. Na prática, isso significa que a sensação de segurança transmitida por um carro robusto, como uma Land Rover, não garante proteção em uma enxurrada forte.

Outro problema é que a água esconde buracos, bocas de lobo abertas e trechos de asfalto destruído, o que pode desestabilizar o veículo em poucos segundos. O primeiro passo para reduzir riscos em dias de chuva intensa é evitar trajetos por regiões sujeitas a alagamentos e nunca insistir em atravessar uma via onde a água esteja correndo com velocidade ou cobrindo toda a pista.

O que motoristas podem fazer em situações de risco

Em dias com alertas de tempestade, a orientação das autoridades é acompanhar previsões oficiais, planejar o deslocamento com antecedência e, sempre que possível, adiar viagens não essenciais. Uma dica útil é salvar no celular os canais da Defesa Civil estadual e municipal para receber avisos em tempo real sobre enchentes, deslizamentos e interdições de vias.

Se o motorista se deparar com uma rua alagada, a recomendação é procurar rotas alternativas em vez de “testar” a profundidade da água. Na prática, voltar alguns quilômetros pode significar chegar em segurança em casa, enquanto avançar pode representar a diferença entre um susto e uma tragédia como a registrada em Palhoça.

Impacto para a cidade e alertas futuros

A morte do casal e do bebê chocou moradores e reacendeu o debate sobre infraestrutura, drenagem e ocupação de áreas próximas a rios em Palhoça. Ruas inundadas, famílias ilhadas e veículos destruídos mostram que eventos extremos de chuva tendem a ser cada vez mais desafiadores para a gestão urbana.

Defesa Civil e governos locais reforçam que medidas estruturais, como melhoria de drenagem e contenção de margens de rios, precisam caminhar junto com ações de educação e prevenção. Em outras palavras, a cidade precisa estar preparada tanto com obras quanto com informação clara para que a população compreenda os riscos e saiba como agir

Fonte: NSC Total

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