Na sexta-feira, 20 de dezembro, por volta das 23h20, uma colisão frontal abalou a rodovia Aquelino João Pertusatti, a SC-482, no interior de Santiago do Sul, no Oeste de Santa Catarina. Um Volkswagen Gol 1.0, dirigido por um homem de 30 anos, chocou-se violentamente contra uma Honda CBX 250 Twister, pilotada por um motociclista de 40 anos que levava uma caroneira de 31 anos. O impacto foi tão forte que deixou um rastro de destruição e dor para as famílias envolvidas.
Os bombeiros foram acionados rapidamente e prestaram socorro aos feridos. O condutor da moto e a passageira foram levados em estado grave para o Hospital São Bernardo, em Quilombo. Infelizmente, o motociclista não resistiu aos ferimentos e faleceu na unidade hospitalar. A mulher continua em observação, lutando pela recuperação.
Irregularidades que agravaram a tragédia
A Polícia Rodoviária Estadual (PRE) investigou a cena e consultou os sistemas oficiais, revelando falhas graves nos documentos dos envolvidos. O motorista do Gol não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH) válida – ele dirigia sem qualquer permissão legal. Já o piloto da moto tinha a CNH vencida desde 2020, ou seja, há exatos cinco anos.
Essas irregularidades não são meras formalidades. Dirigir sem habilitação ou com documento expirado aumenta os riscos, pois demonstra falta de preparo e compromisso com as regras de trânsito. Quantas vidas poderiam ser salvas se todos respeitassem essas obrigações básicas?
Consequências e o impacto no trânsito catarinense
O condutor do carro saiu ileso de ferimentos graves, mas agora enfrenta as consequências legais. Em Santa Catarina, dirigir sem CNH é infração gravíssima, com multa de R$ 883,38, sete pontos na ficha (se houver) e retenção do veículo até a regularização. Para habilitação vencida, a penalidade inclui multa de R$ 293,47 e suspensão do direito de dirigir.
Dados do Instituto de Segurança e Trânsito no Estado de Santa Catarina (Sinasc) mostram que acidentes com motos representam cerca de 30% das mortes no trânsito estadual em 2024, muitas vezes ligados a colisões frontais e falhas documentais. Esse caso em Santiago do Sul reforça uma realidade dura: o Oeste catarinense, com suas rodovias sinuosas e tráfego noturno intenso, exige ainda mais vigilância.
Fonte: NSC Total





