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Violência doméstica responde por mais da metade das audiências de custódia no primeiro dia do ano em SC

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Fonte e foto: G1 SC, texto Rota Notícias

A violência doméstica marcou de forma preocupante o início de 2026 em Santa Catarina. Dados do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, levantados pela NSC, apontam que 51,52% das audiências de custódia realizadas no dia 1º de janeiro no estado estiveram relacionadas a casos enquadrados na Lei Maria da Penha.

Ao todo, 66 audiências de custódia foram realizadas na quinta-feira (1º), sendo 34 referentes à violência contra a mulher. A audiência de custódia ocorre quando uma pessoa presa é apresentada a um juiz, que avalia a legalidade da prisão e decide se o acusado permanece detido ou responde ao processo em liberdade.

Entre as 16 Varas de Garantias em funcionamento no estado, a de Balneário Camboriú foi a que mais concentrou casos ligados à violência doméstica, com seis audiências do total de sete realizadas na comarca.

Apenas três cidades catarinenses não registraram audiências de custódia por violência contra a mulher no primeiro dia do ano: Chapecó, Jaraguá do Sul e Tubarão.

Confira o levantamento por comarca:

  • Balneário Camboriú: 7 audiências (6 por Maria da Penha)
  • Joinville: 7 audiências (2 por Maria da Penha)
  • Blumenau: 7 audiências (5 por Maria da Penha)
  • São José: 6 audiências (3 por Maria da Penha)
  • Florianópolis: 5 audiências (2 por Maria da Penha)
  • Rio do Sul: 5 audiências (4 por Maria da Penha)
  • Criciúma: 5 audiências (1 por Maria da Penha)
  • Itajaí: 4 audiências (3 por Maria da Penha)
  • Mafra: 4 audiências (1 por Maria da Penha)
  • São Miguel do Oeste: 3 audiências (1 por Maria da Penha)
  • Lages: 3 audiências (2 por Maria da Penha)
  • Tubarão: 2 audiências (0 por Maria da Penha)
  • Jaraguá do Sul: 2 audiências (0 por Maria da Penha)
  • Concórdia: 2 audiências (2 por Maria da Penha)
  • Chapecó: 2 audiências (0 por Maria da Penha)
  • Caçador: 2 audiências (2 por Maria da Penha)

Festas e álcool aumentam o risco de agressões

Segundo a presidente da Comissão Nacional de Combate à Violência Doméstica da OAB Nacional, a advogada Tammy Fortunato, o período de festas costuma apresentar um aumento significativo nos casos de violência doméstica, especialmente pelo consumo de álcool.

“Quando a pessoa ingere bebida alcoólica, o freio inibitório é solto. A violência que muitas vezes já existia de forma contida acaba acontecendo contra as mulheres”, explicou.

Violência contra a mulher sobrecarrega o Judiciário

Os números refletem uma realidade que já vinha sendo apontada pelo Judiciário catarinense. Em agosto de 2025, o Tribunal de Justiça divulgou que cerca de 110 processos por dia relacionados à violência doméstica foram julgados entre janeiro e julho, representando 28% de toda a atuação do tribunal no período.

No total, foram aproximadamente 23 mil processos envolvendo violência contra a mulher em Santa Catarina. Os demais 57 mil processos (71,07%) correspondem a crimes como roubos, agressões físicas, tráfico de drogas e crimes dolosos.

Os dados reforçam o alerta sobre a gravidade da violência doméstica no estado e a necessidade de políticas públicas permanentes de prevenção, acolhimento e proteção às vítimas.

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