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Aliado de Trump ataca Lula nas redes após fala sobre ação dos EUA na Venezuela

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Aliado de Trump ataca Lula nas redes sociais após declarações do presidente brasileiro sobre a recente ação militar dos Estados Unidos em território venezuelano. No início da tarde deste domingo (4), Jason Miller, ex-assessor e um dos principais aliados de Donald Trump, publicou uma mensagem ofensiva contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em sua conta no X (antigo Twitter).

Na publicação, Miller escreveu: “Vai se f***, Lula. Agora todos nós sabemos qual é a sua posição!”*. A manifestação ocorreu após Lula condenar publicamente a captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, durante uma operação militar conduzida pelos Estados Unidos.

Declarações de Lula motivaram reação do aliado de Trump

No sábado (3), Lula divulgou uma nota oficial criticando a ação americana, classificando a operação como uma violação grave da soberania venezuelana. Segundo o presidente brasileiro, os bombardeios e a captura de Maduro representariam um precedente perigoso no cenário internacional.

“Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”, afirmou Lula.

O presidente também alertou para os riscos de enfraquecimento do direito internacional e do multilateralismo, destacando que ações militares unilaterais podem gerar instabilidade global.

“Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo”, declarou.

Tensão diplomática se intensifica

O ataque verbal de Jason Miller às declarações do presidente brasileiro ampliou o clima de tensão diplomática envolvendo Brasil, Estados Unidos e Venezuela, em meio ao monitoramento da fronteira venezuelana e ao aumento das preocupações regionais com a segurança e a estabilidade política.

Nicolás Maduro deverá ser julgado por acusações de narcoterrorismo em um tribunal de Nova York, fato que também tem gerado repercussão internacional e dividido opiniões entre líderes políticos.

Países divulgam nota conjunta contra ação militar

Ainda neste domingo (4), o Ministério das Relações Exteriores da Colômbia divulgou um comunicado conjunto assinado por Brasil, Chile, Colômbia, México, Uruguai e Espanha, condenando as ações militares realizadas unilateralmente na Venezuela.

No documento, os países classificam a ofensiva como uma grave violação do direito internacional, alertam para os riscos à paz regional e demonstram preocupação com possíveis impactos à população civil.

O grupo defende que a crise venezuelana seja resolvida exclusivamente por meios pacíficos, com diálogo e negociação, sem ingerência externa, e reafirma o compromisso da América Latina e do Caribe como uma zona de paz.

Os governos também pediram a atuação da Organização das Nações Unidas (ONU) para reduzir as tensões e manifestaram preocupação com qualquer tentativa de controle externo sobre recursos naturais ou estratégicos da Venezuela.

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