Resumo
O governo iniciou a vacinação contra a dengue para 1,2 milhão de profissionais do SUS. Com doses do Instituto Butantan, a campanha foca na atenção primária. A eficácia contra casos graves atinge 89%, enquanto a produção nacional deve escalar 30 vezes via parceria internacional.
Mobilização nacional protege trabalhadores da linha de frente do SUS
Teve início nesta semana a vacinação contra a dengue voltada exclusivamente para os profissionais de saúde da atenção primária. A previsão do governo federal é imunizar 1,2 milhão de trabalhadores que atuam na linha de frente do Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo dados do Ministério da Saúde, as primeiras 650 mil doses já foram distribuídas aos estados, com o restante do lote programado para entrega nos próximos dias.
A estratégia utiliza o imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan, uma vacina tetraviral de dose única e produção 100% nacional. Para a pasta, o uso dessa tecnologia representa um avanço histórico para a soberania sanitária do Brasil.
Estratégia e ampliação do público-alvo
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ressaltou a importância de priorizar as equipes multiprofissionais. “São aquelas pessoas que batem na porta, visitam a casa das pessoas, observam se tem criadouro do mosquito da dengue, fazem o acompanhamento, a mobilização. Também são aqueles profissionais que estão na primeira porta de entrada quando há casos de dengue”, destacou o ministro.
- Público atual: Médicos, enfermeiros, técnicos e agentes comunitários de saúde.
- Próxima fase: População de 15 a 59 anos, prevista para o segundo semestre de 2025.
- Investimento: R$ 368 milhões para a aquisição de 3,9 milhões de doses iniciais.
Parceria internacional e eficácia comprovada
Para garantir o abastecimento futuro, o Ministério da Saúde firmou uma parceria entre o Butantan e a empresa chinesa WuXi Vaccines. A transferência de tecnologia pode aumentar a capacidade produtiva nacional em até 30 vezes. Os testes clínicos revelaram resultados robustos:
- 74,7% de eficácia contra dengue sintomática em pessoas de 12 a 59 anos.
- 89% de proteção contra formas graves e com sinais de alarme.
Queda expressiva nos casos epidemiológicos em 2025
Apesar da urgência na imunização, o cenário epidemiológico de 2025 registra uma queda expressiva de 74% nos casos em comparação ao ano anterior. “Ao longo do ano, foram registrados 1,7 milhão de casos prováveis da doença, frente a 6,5 milhões no ano anterior”, informou a pasta. O número de mortes também recuou 72%, caindo de 6,3 mil para 1,7 mil óbitos registrados, reforçando a importância de manter o combate ao Aedes aegypti em todo o território nacional.





