Resumo
A Fiocruz emitiu um alerta sobre o crescimento dos casos de Influenza A no Brasil, com diversas regiões em estado de atenção para Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). O cenário indica uma antecipação da temporada de gripe, impulsionada por uma variante de alta transmissibilidade vinda do hemisfério norte.
Destaques sobre o avanço da gripe
- Alerta nacional: Estados do Norte, Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste apresentam alta nos casos de SRAG.
- Temporada antecipada: Especialistas confirmam que o ciclo do vírus começou antes do esperado este ano.
- Variante circulante: A cepa atual é relacionada à ‘gripe K’, que possui alto contágio, mas sem aumento de gravidade comprovado.
- Grupos de risco: Cerca de 70% das mortes por gripe ocorrem em idosos, crianças, gestantes e doentes crônicos.
Cenário epidemiológico e antecipação
Conforme apuração original do portal CNN Brasil, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou um alerta sobre o aumento progressivo de casos de Influenza A, o vírus da gripe, em território nacional. Segundo a edição mais recente do Boletim InfoGripe, a maior parte dos estados localizados nas regiões Norte, Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste está em situação de alerta devido à Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).
O infectologista Renato Kfouri explica que a temporada de gripe deste ano apresenta uma característica atípica por ter começado de maneira antecipada. O especialista destaca que o vírus costuma infectar anualmente entre 15% e 20% da população brasileira, mas a tendência atual é de um aumento contínuo no número de diagnósticos.
Variante e transmissibilidade
A cepa que circula atualmente no Brasil está ligada a uma variante que esteve presente no hemisfério norte, identificada como gripe K. De acordo com Kfouri, embora essa versão do vírus tenha passado por modificações que elevaram sua capacidade de transmissão, os dados coletados durante o inverno do hemisfério norte não indicaram um aumento na gravidade dos casos, mas sim um volume de infectados superior ao normal.
Diante deste cenário, o médico reforça a necessidade de resgatar hábitos de higiene que foram comuns durante a pandemia de Covid-19. Ele ressalta que não é adequado que pessoas doentes circulem e transmitam o vírus para colegas de trabalho e familiares, mesmo que os sintomas pareçam leves ou estejam em fase de melhora.
Medidas de prevenção e vacinação
Para conter a disseminação, as recomendações incluem o uso de máscaras por quem apresenta sintomas respiratórios, lavagem constante das mãos e uso de álcool em gel. Outra orientação importante é cobrir a boca ao tossir utilizando a parte interna do cotovelo. O infectologista também orienta que crianças doentes evitem frequentar a escola, apesar de reconhecer os desafios logísticos que essa medida impõe às famílias.
A campanha de vacinação contra a gripe já está em curso e o foco principal são os grupos prioritários, que concentram 70% dos óbitos anuais pela doença. Entre eles estão idosos, gestantes, crianças e pessoas com doenças crônicas. Além da Influenza A, Kfouri alerta para a circulação de outros agentes, como o vírus da bronquiolite, que atinge principalmente crianças pequenas, reforçando que as medidas preventivas são eficazes contra diversos vírus respiratórios.



