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Marinha do Brasil incorpora Fragata Tamandaré em cerimônia no Rio de Janeiro

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Resumo

O Programa Fragatas Classe Tamandaré moderniza o poder naval brasileiro com embarcações produzidas em Itajaí (SC). O projeto visa proteger a Amazônia Azul e recursos estratégicos até 2029, utilizando tecnologia alemã e padrões da Otan para defesa aérea, de superfície e submarina.

A Marinha do Brasil incorporou oficialmente, na última sexta-feira (24), a Fragata Tamandaré (F200) em uma cerimônia realizada no Rio de Janeiro. A embarcação é a primeira de uma nova classe construída no país e representa um passo estratégico na renovação do poder naval brasileiro, com foco na proteção de águas jurisdicionais e recursos naturais.

Tecnologia e defesa da Amazônia Azul

Considerada a mais moderna da América Latina, a Fragata Tamandaré foi projetada para atuar na segurança da Amazônia Azul, área marítima que ultrapassa 5,7 milhões de km². Segundo o G1 SC, o navio integra um lote inicial de quatro unidades previstas em um programa de modernização que deve se estender até 2029. Outras três embarcações — Jerônimo de Albuquerque, Cunha Moreira e Mariz e Barros — já estão em diferentes fases de construção em Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina.

O projeto utiliza mão de obra nacional com transferência de tecnologia alemã. De acordo com a Marinha, a segurança proporcionada por esses meios atuará no controle da criminalidade e na garantia da soberania nacional, especialmente na vigilância das chamadas terras raras.

Capacidades operacionais e interoperabilidade

Com uma tripulação de 143 militares, a Fragata Tamandaré reúne sensores avançados e sistemas voltados à vigilância e controle do espaço marítimo. A embarcação é equipada com:

  • Radar de vigilância aérea e de superfície;
  • Sonar de casco;
  • Sistemas eletro-ópticos e infravermelhos.

A arquitetura do navio segue os padrões da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), o que permite a interoperabilidade com forças estrangeiras. Além disso, o projeto conta com elementos stealth para reduzir a assinatura radar, dificultando a detecção por ameaças inimigas em missões táticas.

Expansão do programa naval

Durante o evento de incorporação, a Marinha do Brasil assinou um Memorando de Entendimento para a construção de um segundo lote com mais quatro fragatas da mesma classe. A iniciativa busca dar continuidade ao Programa Fragatas Classe Tamandaré (PFCT) e fortalecer a Base Industrial de Defesa (BID) do país.

A embarcação foi projetada para atuar simultaneamente em três cenários de combate principais: guerra aérea, guerra de superfície e guerra submarina, consolidando-se como um dos meios mais versáteis da esquadra brasileira.

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