Resumo
A investigação aponta que os crimes ocorreram durante nove anos dentro de uma associação especializada. O uso de videochamadas para intimidar vítimas após depoimentos acelerou o processo judicial, resultando na manutenção das prisões preventivas pelo Poder Judiciário catarinense.
A Polícia Civil prendeu preventivamente, na quinta-feira (30), um casal suspeito de cometer crimes de estupro de vulnerável e importunação sexual contra pessoas surdas em Jaraguá do Sul, no Norte de Santa Catarina. Um dos investigados atuava como presidente de uma instituição de acolhimento voltada a esse público, onde os abusos teriam ocorrido ao longo de nove anos.
Intimidação e contato com as vítimas
De acordo com o delegado Augusto Brandão, um dos homens investigados chegou a realizar uma ligação de vídeo para uma das vítimas logo após prestar depoimento à polícia. Esse suspeito, além de integrar a diretoria da associação, trabalhava como professor de Libras no local. Ele e o marido, que também é surdo, tiveram as prisões mantidas após audiência de custódia realizada na sexta-feira (1º).
Segundo o portal G1 SC, os investigados utilizavam ofertas em dinheiro para praticar os crimes e recorriam à intimidação para evitar que os casos fossem descobertos. Até a segunda-feira (4), cinco vítimas haviam sido identificadas, sendo que quatro delas já prestaram depoimento formal às autoridades.
Posicionamento da associação
A instituição onde os crimes teriam ocorrido divulgou uma nota de repúdio sobre o caso. “Trata-se de uma violência grave e inaceitável, que não pode, sob nenhuma circunstância, ser tolerada. Reafirmamos nosso apoio e solidariedade a todas as vítimas. Se você sofreu qualquer tipo de abuso, DENUNCIE. Você não está sozinho”, declarou a entidade.
A defesa dos investigados não foi localizada para comentar as acusações. A Polícia Civil optou por não divulgar os nomes dos envolvidos com o objetivo de preservar a identidade das vítimas. Ambos seguem detidos no Presídio Regional de Jaraguá do Sul.



