Doeu. Como sempre dói quando a Seleção Brasileira deixa uma Copa do Mundo antes da hora. A derrota para a Noruega encerrou mais um sonho e aumentou um jejum que já incomoda uma geração inteira de torcedores.
É natural que venham as críticas. Elas fazem parte do futebol. Afinal, vestir a camisa amarela sempre significou carregar o peso da expectativa de um país acostumado a disputar títulos, não apenas participar.
Mas há uma diferença entre reconhecer o fracasso e esquecer quem somos.
O Brasil continua sendo o único país pentacampeão do mundo. Continua sendo a única seleção presente em todas as edições da Copa do Mundo. Nenhuma outra nação pode olhar para sua própria história com esse currículo.
As derrotas passam. Os títulos ficam.
Já fomos eliminados em 1982, em 1986, em 1998 na final, vivemos o trauma de 2014, caímos nas quartas em outras edições e agora nos despedimos ainda nas oitavas. Cada uma dessas dores parecia insuportável naquele momento. Mas nenhuma delas apagou Pelé, Garrincha, Romário, Ronaldo, Rivaldo, Ronaldinho, Kaká ou tantos outros capítulos que fizeram do Brasil a maior referência da história das Copas.
A camisa mais pesada do futebol não pesa porque vence sempre. Pesa porque construiu uma história que ninguém conseguiu igualar.
Hoje é dia de lamentar. Amanhã será dia de reconstruir. Porque o futebol é cíclico. Gerações passam, técnicos mudam, craques surgem e desaparecem. A história, essa permanece.
E quando a próxima Copa começar, haverá apenas uma seleção que poderá entrar em campo carregando cinco estrelas conquistadas dentro das quatro linhas e o orgulho de nunca ter ficado fora de um Mundial.
Essa seleção continuará sendo o Brasil.
Por : Robson Ribeiro/ foto divulgação Fifa



