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Luciano Hang critica fim da taxa das blusinhas e cobra igualdade tributária

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Resumo

O fim do imposto federal sobre importações de até US$ 50 gera embate entre o varejo nacional e plataformas digitais. Enquanto empresários apontam riscos aos empregos e falta de isonomia, associações de tecnologia defendem o alívio financeiro para consumidores das classes C, D e E.

Empresário defende isonomia para o varejo nacional

O empresário Luciano Hang, dono da Havan, criticou a extinção da chamada “taxa das blusinhas” para compras internacionais de até US$ 50, que passa a valer nesta quarta-feira (13). Segundo o portal ND Mais, Hang defende que a isenção tributária deveria ser estendida também aos produtos nacionais para garantir uma competição justa com as plataformas estrangeiras.

“Sou favorável à redução de impostos, mas que isso aconteça de forma igual para todos. Se vão tirar o imposto da entrada de produtos estrangeiros de até 50 dólares no Brasil, então que tirem igualmente dos produtos brasileiros. Não dá para aliviar para quem vem de fora e continuar sufocando quem produz, emprega e paga impostos no país”, afirmou o empresário.

Falta de fiscalização e riscos econômicos

Hang também questionou o rigor técnico aplicado aos produtos que chegam do exterior. Para o empresário, há uma disparidade no controle exercido pelos órgãos reguladores brasileiros. “Entram no Brasil mais de um milhão de pacotes internacionais todos os dias sem o mesmo controle exigido das empresas nacionais. Onde estão o Inmetro e a Anvisa nessa fiscalização? Existe um rigor enorme contra quem produz no Brasil, enquanto produtos estrangeiros entram sem nenhuma fiscalização”, disse.

Ele citou o caso recente envolvendo a marca Ypê como exemplo do tratamento desigual. “O que aconteceu com a Ypê é um exemplo claro do que muitas empresas brasileiras enfrentam. Enquanto empresas nacionais são expostas e atacadas publicamente, produtos estrangeiros entram no país sem praticamente nenhuma cobrança ou controle”, destacou Hang, reforçando que episódios de suspensão de produtos são usados para ataques políticos.

Reação do setor produtivo e arrecadação

A decisão do governo federal de zerar o imposto federal mantém apenas a cobrança de 20% do ICMS, tributo estadual, sobre as encomendas. A medida gerou reações imediatas de diversas entidades:

  • Confederação Nacional da Indústria (CNI): Alertou para a vantagem competitiva de fabricantes estrangeiros e riscos para micro e pequenas empresas.
  • Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV): Previu queda nas vendas e possível fechamento de fábricas nacionais.
  • Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit): Classificou a medida como “extremamente equivocada” devido à alta carga tributária interna.

Dados da Receita Federal indicam que, entre janeiro e abril de 2026, a arrecadação com impostos sobre compras internacionais somou R$ 1,78 bilhão, um crescimento de 25% comparado ao ano anterior. Por outro lado, a Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), que representa empresas como Amazon, Shopee e AliExpress, comemorou a mudança, afirmando que a tributação prejudicava o poder de compra da população.

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