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EUA buscam coalizão internacional para liberar navegação no Estreito de Ormuz

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Resumo

O governo Trump lançou o Mecanismo de Liberdade Marítima para reabrir o Estreito de Ormuz após o fechamento pelo Irã em fevereiro. A coalizão estratégica exclui adversários como China e Rússia, buscando suporte diplomático e militar de aliados para escoltar embarcações e aplicar sanções econômicas.

Operação conjunta entre diplomacia e defesa

O governo de Donald Trump deu início à formação de uma coalizão internacional para restaurar a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz. Segundo documentos obtidos pela agência Reuters, o secretário de Estado, Marco Rubio, aprovou a criação do Mecanismo de Liberdade Marítima (MFC) em 28 de abril. A iniciativa é um esforço conjunto entre o Departamento de Estado e o Pentágono.

Pelo desenho da operação, o Departamento de Estado atuará como o núcleo diplomático entre países parceiros e a indústria de navegação. Já o Pentágono, por meio do Comando Central (Centcom), ficará responsável por coordenar o tráfego marítimo em tempo real e estabelecer comunicação direta com as embarcações que atravessam o ponto estratégico.

Exclusão de adversários e prazos diplomáticos

As embaixadas norte-americanas receberam instruções para apresentar a proposta verbalmente aos países parceiros até o dia 1º de maio. O documento é explícito ao determinar que Rússia, China, Belarus e Cuba — descritos como “adversários dos EUA” — não devem ser incluídos na iniciativa. Segundo o G1, a participação das nações aliadas poderá ocorrer por meio de presença naval, compartilhamento de informações ou aplicação de sanções.

O Estreito de Ormuz, fundamental para o fluxo da economia global, permanece fechado pelo Irã desde 28 de fevereiro, após o início do conflito com os EUA e Israel. Em contrapartida, a Marinha norte-americana mantém, desde 13 de abril, um bloqueio próprio na região para forçar o regime de Teerã a aceitar termos favoráveis a Washington no encerramento das hostilidades.

Reação do regime iraniano e impasse

O governo dos Estados Unidos planeja sustentar o cerco naval por vários meses para intensificar a pressão econômica. Entretanto, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou nesta quinta-feira (30) que o bloqueio norte-americano está “condenado ao fracasso”. No mesmo dia, o líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, reforçou que o país manterá o controle sobre a passagem, alegando que o Golfo Pérsico terá um “futuro brilhante” sem a presença estrangeira.

Apesar da ofensiva diplomática, as negociações diretas enfrentam dificuldades. Uma proposta enviada pelo regime iraniano foi rejeitada por Trump na última quarta-feira. Diante do impasse, o líder norte-americano avalia novas opções militares, que incluem bombardeios cirúrgicos contra o Irã ou uma declaração formal de vitória no conflito.

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