Resumo
O confronto resultou na morte de Daniela Carvalho após tentativa de estrangulamento contra uma policial civil na BR-116. A ação mobilizou a Polícia Científica para apurar a legítima defesa durante o transporte prisional, evidenciando os riscos operacionais no deslocamento de detidos em Santa Catarina.
Uma mulher identificada como Daniela Gonçalves Carvalho morreu após ser baleada dentro de uma viatura da Polícia Civil na noite desta quarta-feira (21). O incidente ocorreu na BR-116, em Correia Pinto, na Serra catarinense, enquanto a detida era transportada para o presídio de Lages.
Dinâmica do ataque
Durante o deslocamento pela rodovia, Daniela, que estava algemada, utilizou a corrente do equipamento para atacar a agente que conduzia o veículo, tentando estrangulá-la. Diante da agressão, o policial que ocupava o banco do carona ordenou a interrupção do ato. Como a ordem não foi atendida, o agente efetuou dois disparos contra a mulher para preservar a integridade da colega e dos demais ocupantes.
Histórico e procedimentos
Daniela possuía um mandado de prisão em aberto por condenação pelo crime de roubo. Ela havia sido localizada inicialmente como testemunha de uma tentativa de homicídio em São Cristóvão do Sul, momento em que os policiais constataram a pendência judicial e efetuaram a prisão.
- A policial atacada recebeu atendimento médico e passa bem.
- O transporte para Lages segue uma rotina operacional estabelecida desde o final de 2024.
- Equipes da Polícia Científica e das delegacias de Lages e Curitibanos realizaram a perícia.
Após os disparos, todos os ocupantes do veículo foram encaminhados ao hospital de Correia Pinto, onde a morte de Daniela foi confirmada. Segundo o delegado Fabiano Rizzatti Toniazzo, o caso segue os trâmites legais para apuração das circunstâncias da intervenção policial.





