Uma operação policial realizada em 11 de novembro de 2025 desmantelou uma quadrilha que aplicava o chamado golpe do falso advogado e causou prejuízos de mais de R$ 170 mil a vítimas em Santa Catarina. A ação foi coordenada pela Delegacia de Combate a Estelionatos do Departamento de Investigações Criminais da Capital (DCE/DIC – SC), com apoio das Polícias Civis do Mato Grosso do Sul e do Piauí.
Como a quadrilha agia
Segundo a Polícia Civil, o grupo atuava principalmente via aplicativos de mensagens, onde os criminosos se passavam por advogados. Para isso, utilizavam fotos, nomes e registros verdadeiros da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), gerando credibilidade junto às vítimas. Elas eram convencidas a fazer pagamentos para supostas custas processuais ou alvarás judiciais, baseados em documentos falsificados com timbres e assinaturas simulando os do Poder Judiciário.
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Detalhes da investigação e prisão
A investigação começou em junho de 2025, depois que uma vítima em Florianópolis perdeu cerca de R$ 100 mil. Ao aprofundar as apurações, a polícia identificou que o centro da operação era em Nova Andradina (MS), com vítimas em várias cidades catarinenses.
Na operação Alvará Fantasma, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão, além de sete mandados de prisão temporária no Mato Grosso do Sul (inclusive em Nova Andradina, Dourados, Campo Grande e Três Lagoas) e um no Piauí, em Geminiano. Sete pessoas foram presas, e celulares e outros aparelhos usados nas fraudes foram confiscados.
Consequências judiciais e ações em andamento
A Justiça bloqueou R$ 300 mil em cada uma das 63 contas bancárias ligadas aos investigados, para garantir ressarcimento e impedir a movimentação dos valores obtidos ilegalmente. Os presos responderão por crimes de fraude eletrônica e associação criminosa.
Fonte: NSC Total



