Resumo
O veredito do fórum de Pomerode encerra o processo contra o homem que vivia em situação de rua. A decisão baseou-se na fragilidade do laudo e das imagens de monitoramento, resultando na liberdade imediata do réu após um ano de detenção temporária.
Absolvição por falta de provas no fórum de Pomerode
O Tribunal do Júri de Pomerode absolveu, na última quarta-feira (18), o marido de Maria Lima de Sulino, de 61 anos, morta em 2024. Segundo informações do portal NSC Total, o conselho de sentença entendeu que não havia provas suficientes no processo para sustentar a condenação do réu pelos crimes de feminicídio e ocultação de cadáver.
Maria Lima de Sulino vivia em situação de rua e teve o corpo localizado nas águas do Rio do Testo. Embora a suspeita inicial indicasse afogamento, a perícia da Polícia Científica revelou que a causa real do óbito foi um traumatismo craniano, o que mudou o rumo das investigações na época.
Investigação e prisão temporária
O marido da vítima, um homem de quase 50 anos natural de Pomerode e que também se encontrava em situação de rua, chegou a ser preso temporariamente durante o inquérito. A Polícia Civil sustentava que ele teria agredido a esposa e, posteriormente, arremessado o corpo no rio para ocultar o crime.
A acusação baseou-se em dois pilares principais:
- O laudo pericial cadavérico que atestou a morte por trauma físico;
- Imagens de câmeras de monitoramento próximas ao local onde a mulher foi vista com vida pela última vez.
De acordo com os investigadores, os registros eletrônicos apresentavam “fortes evidências de que o autor do crime seria o próprio companheiro da vítima”. Com esses elementos, a justiça havia decretado a prisão por suspeita de feminicídio.
Argumentação da defesa e desfecho
Durante a sessão no fórum local, a defesa do acusado argumentou que o conjunto probatório era frágil e insuficiente para uma condenação criminal. O homem sempre negou a autoria do crime. Os jurados acolheram a tese defensiva e optaram pela absolvição do réu.
Com a decisão judicial proferida mais de um ano após o crime, o homem deixou o tribunal sem pendências com a Justiça e foi colocado em liberdade imediata.



